Entendendo sua comparação de consolidação
A tabela abaixo resume quando a consolidação tende a reduzir o custo total com juros e quando pode aumentá-lo, com base em como a taxa e o prazo do novo empréstimo se comparam ao arranjo atual.
| Cenário | Efeito típico sobre os juros totais |
|---|---|
| Nova APR significativamente menor e prazo semelhante ou mais curto | A consolidação geralmente reduz os juros totais |
| Nova APR menor, mas novo prazo muito mais longo | Um prazo mais longo pode compensar ou reverter o benefício da taxa, às vezes aumentando os juros totais apesar da taxa mais baixa |
| Parcela atual igual ou abaixo dos juros mensais que incidem sobre o saldo atual | A dívida atual não está amortizando (veja o veredito do resultado abaixo) — o saldo nunca cairia com a parcela atual, tornando a comparação especialmente relevante |
- Esta calculadora não inclui tarifas de originação do empréstimo de consolidação, tarifas de transferência de saldo, ou custos de fechamento, que reduzem o benefício líquido de consolidar e devem ser somados ao custo do novo empréstimo ao comparar propostas.
- Se a parcela mensal combinada atual não exceder os juros mensais que incidem sobre o saldo atual, a dívida atual não amortiza sob os números informados — a calculadora sinaliza esse caso diretamente, em vez de simular uma quitação indefinida.
- Uma parcela mensal menor nem sempre significa custo total menor; estender o prazo de pagamento pode aumentar os juros totais mesmo a uma taxa reduzida, motivo pelo qual esta calculadora informa os juros totais em ambos os caminhos, não apenas o tamanho da parcela.
O que é consolidação de dívidas?
A consolidação de dívidas combina múltiplas dívidas — como vários cartões de crédito ou empréstimos pessoais — em um único novo empréstimo, idealmente com uma taxa de juros mais baixa ou uma parcela única mais administrável. O Consumer Financial Protection Bureau (CFPB) descreve os empréstimos de consolidação como uma ferramenta que pode simplificar o pagamento e potencialmente reduzir o custo com juros, mas alerta que o benefício depende inteiramente da taxa, do prazo e das tarifas do novo empréstimo em comparação com a dívida substituída.
Esta calculadora compara dois caminhos de quitação para a mesma dívida total: continuar na APR (taxa percentual anual) média atual e na parcela mensal combinada atual até o saldo ser quitado, versus um novo empréstimo de consolidação em uma APR e prazo fixo informados. Ela informa os juros totais em cada caminho, tornando explícita a diferença em dólares — a economia ou o custo real de consolidar — em vez de presumida.
A consolidação não reduz o valor devido; ela reestrutura como ele é pago. Uma parcela mensal menor obtida pela extensão do prazo pode aumentar os juros totais pagos mesmo quando a nova taxa é menor, motivo pelo qual comparar os juros totais, não apenas a parcela mensal, é a comparação mais completa.
Como usar esta calculadora de consolidação de dívidas
- Informe o saldo total de dívida que você está considerando consolidar.
- Informe a APR média atual dessa dívida.
- Informe a parcela mensal combinada atual que você paga por essa dívida.
- Informe a APR cotada para o novo empréstimo de consolidação.
- Informe o prazo (em anos) do novo empréstimo de consolidação.
- Leia a nova parcela mensal, os juros economizados (ou adicionados) ao consolidar, e os juros totais em cada caminho.
A fórmula por trás da economia com consolidação
O caminho atual é simulado mês a mês: a cada mês, os juros incidem sobre o saldo devedor à APR atual, e a parcela combinada atual é aplicada, com o restante reduzindo o principal, até o saldo chegar a zero. Isso produz o tempo real de quitação e os juros totais sob o arranjo existente.
A parcela do novo empréstimo de consolidação é calculada com a fórmula padrão de amortização na nova APR ao longo do novo prazo, e seus juros totais são o total de pagamentos feitos menos o valor original da dívida. Os juros economizados são os juros totais do caminho atual menos os juros totais do novo empréstimo — um número positivo significa que consolidar economiza juros sob as premissas informadas; um número negativo significa que custa mais em juros totais.
Erros comuns
- Focar apenas na parcela mensal menor oferecida por um empréstimo de consolidação, sem verificar se um prazo mais longo aumenta os juros totais pagos ao longo da vida do novo empréstimo.
- Ignorar tarifas de originação, tarifas de transferência de saldo ou custos de fechamento do novo empréstimo, que reduzem ou podem eliminar a economia de juros mostrada na comparação principal desta calculadora.
- Consolidar a dívida e continuar acumulando novos saldos nas contas que foram quitadas, o que pode resultar em dever mais no total do que antes de consolidar.
- Presumir que uma APR média mais baixa sempre significa juros totais menores — o prazo do novo empréstimo interage com a taxa para determinar o custo real total com juros.
- Não comparar pelo menos duas ou três propostas reais de empréstimo antes de consolidar, já que APR, prazo e tarifas variam significativamente entre credores para o mesmo tomador.
Perguntas frequentes
A consolidação de dívidas reduz o valor que devo?
Não. A consolidação de dívidas reestrutura como a dívida existente é paga — tipicamente substituindo múltiplas dívidas por um único novo empréstimo —, mas não reduz o valor de principal devido. Qualquer economia de juros vem de uma taxa mais baixa, um prazo diferente, ou ambos, aplicados ao mesmo saldo subjacente.
A consolidação de dívidas pode aumentar meu custo total com juros?
Sim, se o prazo do novo empréstimo for significativamente mais longo do que o tempo que levaria para quitar a dívida atual, mesmo uma taxa de juros menor pode resultar em mais juros totais pagos, porque os juros incidem por mais meses. Comparar os juros totais em ambos os caminhos, não apenas a nova parcela mensal, mostra se é esse o caso para um conjunto específico de números.
O que significa quando a calculadora diz que a parcela atual está muito baixa?
Se a parcela mensal combinada atual não exceder os juros que incidem a cada mês sobre o saldo atual na APR atual, o saldo nunca seria reduzido com essa parcela — ele não está amortizando. Esta calculadora sinaliza essa situação diretamente, já que é um cenário em que comparar com um empréstimo de consolidação é especialmente relevante.
Quais tarifas esta calculadora inclui?
Esta calculadora computa os juros sob o cronograma de quitação atual e a parcela e os juros amortizados do novo empréstimo de consolidação; ela não inclui tarifas de originação, tarifas de transferência de saldo ou custos de fechamento do novo empréstimo. Essas tarifas devem ser somadas ao custo do novo empréstimo ao comparar propostas reais.
Consolidação de dívidas é o mesmo que negociação de dívida?
Não. A consolidação de dívidas substitui a dívida existente por um novo empréstimo totalmente pago ao longo de seu prazo; o valor total devido não é reduzido. A negociação de dívida (debt settlement) é um processo diferente, no qual um credor concorda em aceitar menos do que o saldo total devido, o que o CFPB observa que tipicamente tem consequências de crédito e fiscais diferentes, e muitas vezes mais sérias, do que a consolidação.
Referências
- Consumer Financial Protection Bureau (CFPB). Debt consolidation loans: what to know before you borrow. consumerfinance.gov.
- Consumer Financial Protection Bureau (CFPB). Should I consolidate my credit card debt? consumerfinance.gov.
- Federal Trade Commission (FTC). Coping with debt: understanding consolidation and settlement options. consumer.ftc.gov.
- Brealey RA, Myers SC, Allen F. Principles of Corporate Finance (13th ed.). McGraw-Hill, 2020. Chapter 2: How to Calculate Present Values.